Empurre sua vaquinha

25/02/2011 at 11:47 Deixe um comentário

Enviado por *Ana Lúcia Deodoro

Foto tirada em Luís Eduardo Magalhães, no assentamento Rio das Ondas

 

Um Mestre da sabedoria passava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou, ao longe, um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, mesmo com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio, constatou a pobreza do lugar. Sem saneamento, casa de madeira. Os moradores; um casal e 5 filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas. O Mestre aproximou-se do senhor, aparentemente o pai daquela família e perguntou:
– Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Como o senhor e a sua família sobrevivem?
E o senhor calmamente respondeu:
– Nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte produzimos queijo e coalhada para nosso consumo. Assim vamos sobrevivendo

O Mestre agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e foi embora. No meio do caminho, voltou-se para seu fiel discípulo e ordenou:
– Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá embaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do Mestre, cumpriu a ordem. Empurrou a vaquinha precipício abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada em sua memória durante anos. Atormentado pela cena, resolveu largar tudo o que estava fazendo, muitos anos depois, e voltou àquele lugar decidido a contar tudo e implorar perdão à família.

Ao se aproximar do local, avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, carros na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Sentiu-se triste e desesperado imaginando o triste fim que tivera aquela humilde família, após o fatal ‘acidente’ com a vaquinha. Ao chegar no portão, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há alguns anos atrás. O caseiro respondeu:
– Continuam morando aqui.
Espantado ele entrou correndo na casa e viu que era mesmo a família que visitara antes com o Mestre. Elogiou o local e perguntou ao homem:
-Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida agora?
O senhor entusiasmado, respondeu:
– Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. A partir de então, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver novas habilidades que não sabíamos possuir, e assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para a sobrevivência e convivência com a rotina. Descubra qual é a sua…

*Ana Lúcia Deodoro é estudante de pedagogia da UCB

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