Posts tagged ‘Luiz Eduardo Magalhães’
A viagem não terminou
Enviado por * Dinorá Lanes de Oliveira
Estou achando muito desanimados os meus companheiros de viagem. Achei que depois de desfeitas as malas, todos estariam com a mente fervilhando de experiências a serem compartilhadas com aqueles que viajaram para outros assentamentos e mesmo com os amigos, familiares e outras pessoas que acessam o blog sedentos de informações.
A viagem não acabou, gente. Fazemos parte disto e temos que dividir as nossas experiências para enriquecer cada vez mais este projeto.
Aliás, queria saber da organização: existe um concurso pra avaliar qual a turma mais animada? Tenho certeza de que a galera da UCB juntamente com os nossos companheiros do IFMT que compunham a equipe que visitou as cidades de Formosa do Rio Preto e Luis Eduardo Magalhães na Bahia é imbatível neste quesito. Que tal uma pesquisa? Vou esperar os resultados. Vai ter faixa de premiação??? A equipe mais animada do Senar Rondon 2011….. Imagina só. Está lançado o desafio.
No mais, vamos esperar mais e mais postagens. Ah, e gostaria que a organização também conseguisse para nós, alunos participantes, exemplares dos jornais locais onde nossa passagem foi registrada (ex. Jornal A tarde, da Bahia). Esta é uma aventura que deve ficar registrada para sempre em nossas vidas e devido a rotina de trabalho não tivemos acesso a estes informativos. Uma reportagem feita com nossa equipe foi inclusive ao ar na tv local em Formosa, uma afiliada da TV Globo, e nos surpreendiamos quando os moradores nos diziam: vi vocês na tv hoje….pena, nós não vimos e nem pudemos mostrar a nossos familiares. Seria bem legal disponibilizarem este tipo de material para nós. Quem sabe na forma de um cd ou coisa parecida? Para nós, muito dificil de conseguir, impossível até, mas para a organização do Senar Rondon, com certeza muito fácil.
Fica aqui a sugestão, torcendo pra ser aproveitada.
Um grande abraço a todos e…..VAMOS POSTAR, PESSOAL!!!!!
Dinorá Lanes de Oliveira, é aluna de enfermagem da UCB
Com a força do trabalho, é possível vencer
Enviado por * Bruna Santos
Escola no Assentamento Canadá, Formosa do Rio Preto
Participar de um projeto desta dimensão para mim foi uma honra já na primeira vez. Agora nesta segunda vez, em que estive nas cidades de Formosa do Rio Preto e Luis Eduardo Magalhães, ambas na Bahia, foi uma honra maior ainda, pois pude acompanhar de perto as ações de cada grupo e ajudar a tornar possível este sonho!
Presenciei, assim como da outra vez, realidades muito difíceis de aceitar, muito diferente do que meus olhos estavam acostumados. É um choque que nos permite avaliar as nossas necessidades, saber diferenciar o que é importante e o que é indispensável.
Nos assentamentos, tivemos contato com pessoas que, mesmo com tão pouco, são felizes. Crianças que fazem das sementes, bolas de gude, de garrafinhas, um jogo de boliche. Mas também tem aquelas que têm dificuldade em fazer e aceitar um carinho, que são carentes em todos os sentidos – de exemplos, de educação e enfim, de carinho. Vi também muitos assentados desestimulados, sem esperanças de ter uma vida melhor.
Na minha pura ignorância no assunto, achava que deve ser muito difícil tornar as terras oriundas da reforma agrária, em terras produtivas. E foi mesmo a minha primeira impressão. Mas, no penúltimo dia na cidade de Luis Eduardo Magalhães, todo o nosso grupo visitou duas propriedades muito bem sucedidas. A primeira me chamou muito a atenção, pois mesmo com uma extensão de terra inferior àquelas dos assentados, o produtor, partindo apenas de sua força de trabalho, foi capaz de se estabelecer financeiramente, ampliar sua produção e implementar tecnologia, provando que toda terra pode ser tornar produtiva, basta o empenho e dedicação para prosperar.
*Bruna Santos é monitora do Senar Rondon 2011
O conhecimento que engrandece
Enviado por *Jéssica Antunes
Quanta coisa positiva pude trazer para minha vida após a participação do Senar Rondon. Como leiga no assunto, mal sabia sobre assentamentos, reforma agrária, produtor rural… A cada dia pude aprender cada vez mais sobre diversos assuntos que antes pouco me importavam.
Pude perceber nos olhos dos produtores rurais a dedicação e força de vontade de produzir. Aprendi com o Sr. Levi – produtor rural em Luis Eduardo Magalhães – BA- que é preciso batalhar, suar a camisa e acreditar que pode dar certo. Lembro de uma frase que emocionado Sr. Levi nos falou :
” Plantando aqui, tudo dá.”
Participar deste belo projeto de iniciativa da Senadora Kátia Abreu, só me fez crescer como pessoa, só me fez bem.
Acabou… de começar
Enviado por *Daniel Ribeiro Teixeira
Sou estudante de Medicina Veterinária da Universidade Castelo Branco (UCB – RJ) e estou aqui para descrever um pouco do que significou o projeto Senar Rondon na minha vida.
Fui criado no interior do Estado do Rio de Janeiro e acreditei que já tinha visto de tudo nessa vida. Já imaginava o que encontraria no Oeste Baiano. A realidade vista por mim nos assentamentos Canadá e Rio de Ondas, Formosa do Rio Preto e Luis Eduardo Magalhães, respectivamente, me fizeram enxergar que existe um Brasil que muitos não conhecem ou apenas ignoram.
Lembro-me que nos primeiros dias, mandei uma mensagem para meu irmão dizendo o seguinte: “Achei que fosse pobre”. Uma frase simples, mas que para mim significava muito.
O projeto Senar Rondon não é só um programa de assistência dada aos que mais precisam. O projeto vai muito além disso, pois abriu meus olhos para uma realidade que eu realmente não conhecia. Como já foi dito: ”Deixamos uma gota e saimos com um oceano!”. Sei que para os assentados significou alguma coisa, pois era possível ver nos olhos deles. Para mim, significou muito!!!!
Ver o sorriso sincero de uma criança carente após uma simples abraço, não tem preço!
Posso dizer que a minha percepção de vida mudou após o projeto, e digo que acabou de começar uma nova fase, onde a prevalência de ser mais humano surgiu após a volta ao Rio de Janeiro.
Gostaria de agradecer ao CNA-SENAR e a Universidade Castelo Branco pela oportunidade única que tive.
Gostaria também de agradecer em especial ao coordenador e líder do ônibus 1, o Sr. André Sanches e ao professor de Medicina Veterinária da UCB – RJ, Leny Pereira pelo empenho e dedicação que tiveram com a equipe do ônibus 1.
Não poderia deixar de lembrar das monitoras Bruna e Cátia, que fizeram um brilhante trabalho ao conduzir harmonicamente todas as atividades propostas.
Por fim, agradecer aos amigos que fiz nessa viagem!!!!
Vou deixar o meu e-mail, danielrio22@hotmail.com, para que possamos nos comunicar!
Abraços!!!!
*Daniel Ribeiro Teixeira, estudante de Medicina Veterinária da UCB-RJ
“Deixamos uma gota e levamos daqui um oceano”
Enviado por *Profª. Alcimar Villar e Equipe da Pedagogia,
Parece nostalgia, talvez seja, mas o fato é que o trabalho que TODOS nós do ônibus 1, do Senar Rondon, realizamos no Assentamento Canadá foi gratificante!
A Comunidade do Assentamento Canadá nos deu MUITO!!!!
A Equipe do Profº. Fábio, de Educação Física, foi muito feliz ao registrar no cartaz que deixamos na escola
“Deixamos uma gota e levamos daqui um oceano”!
O almoço que a comunidade nos ofereceu, com direito a oração em uma GRANDE roda- de mãos dadas- e as trabalhadoras rurais cantando em agradecimento a nossa passagem, foi EMOCIONANTE!!!!!
Todos guardaremos Formosa do Rio Preto e o Assentamento Canadá em nossas emoções!
Após percorremos dois Assentamentos, Canadá e Rio de Ondas, e as visitas as propriedades rurais em Luís Eduardo Magalhães, consolido a certeza de que o trabalho árduo enobrece e ruma a vitória!
Nos Assentamentos, conheci famílias que por anos aguardam que alguém, poder público e/ou privado, faça por elas o que elas próprias com raça e determinação deveriam realizar! Em contrapartida a esta realidade, as visitas que fizemos nas propriedades rurais nos ofereceu uma aula de cidadania, determinação e sucesso com, obviamente, MUITO trabalho, sem serem tutelados por quem quer que seja.
Profª. Alcimar Villar e Equipe da Pedagogia, ônibus 1/UCB
Visita a uma propriedade
Enviado por *Bruna Santos e Tiago José Malacarne
Pé na estrada
Enviado por Gildo Yamashiro e equipe
O projeto Senar Rondon, que nossa equipe de gravação começa a registrar a partir de agora, é uma oportunidade única de mostrar um Brasil difícil de ver. A realidade dos assentamentos rurais brasileiros é muito distante do retrato urbano. Nos dias que antecederam nossa viagem, ouvimos dos coordenadores do Senar, de monitores e de professores experientes alguns relatos sobre as dificuldades que os assentamentos enfrentam, suas carências. É o retrato de um país que ainda convive com desafios que já pareciam superados no mundo moderno. Falta luz. Água. Estrada, escola, hospital.
Na mesma intensidade em que se sucediam os depoimentos sobre a precária estrutura nos assentamentos, presenciamos também o entusiasmo do grupo multidisciplinar. A vontade de bem fazer, de realizar ações concretas e de inspirar um mínimo de expectativa para aquelas comunidades é o elo que une todos os integrantes dessa caravana de solidariedade e aprendizado. Não ouvi uma palavra apreensiva sobre o que vem pela frente. Estão todos conscientes da importância do que tem a fazer. Os percalços são encarados com a frieza da realidade. E os objetivos, com a esperança dos realizadores.
Vamos pegar a estrada e cruzar os céus de quatro estados. Nossa equipe está saindo hoje de Brasília, em direção a Palmas e de lá para Abreulândia, em Tocantins. Depois, visitaremos os trabalhos em Bocaiuva (MG), Flores de Goiás (GO) e Luis Eduardo Magalhães (BA). A missão é registrar, para um vídeo-documentário, um pouco das histórias que esses desbravadores modernos estão dispostos a viver. A nossa expectativa é alta. Pelos bons depoimentos que já captamos em Brasília, sabemos que vai ser uma viagem de descobertas, humanismo e lições de vida. Na volta, certamente, teremos algo a ensinar sobre o tudo que aprendermos. Vai ser demais!
*Gildo Yamashiro é diretor e roteirista da Boa Nova, parceira na realização do vídeo-documentário sobre o Senar Rondon.

















Comentários recentes