Posts tagged ‘assentamento’

De volta pra casa e com o coração na Bahia

Enviado por *Dinorá Lanes de Oliveira

Hoje já descansada da longa viagem, sinto falta da rotina diária do nosso grupo. Fazer parte do Senar Rondon me fez aprender muitas coisas, dentre elas compartilhar, dividir tarefas, responsabilidades, dar e receber. Que equipe animada, feliz!!!

Como ser humano, tenho certeza de que esta vivência transformou a todos. Um dia nos queixávamos por dormir no colchão no  chão e logo adentrávamos casas paupérrimas onde nem mesmo o colchão havia para se deitar e as pessoas nos recebiam com um sorriso de satisfação no rosto, nos fazendo sentir tão importantes para elas e tão pequeninos em nossas “prioridades.”

Quantos abraços recebemos, quantas demonstrações de carinho vindas de pessoas que mal nos conheciam e que ao abrirem a porta de suas casas, abriam também seus corações.

Fomos nesta aventura acreditando que tínhamos muito pra dar com o nosso aprendizado acadêmico, mas na verdade aprendemos muito mais do que qualquer sala de aula poderia nos proporcionar.

Aprendemos humanidade, solidariedade e descobrimos que podemos sim ajudar a mudar a realidade destas pessoas. Não só como profissionais seja da área de saúde, veterinária, agronomia, serviço social dentre tantas outras…..isto com certeza é importante e eles necessitam, mas temos que nos fazer a voz deles…os simples e excluídos.

Aprendemos que não basta um pedaço de terra pra cada um, nem programas de governo como o bolsa família….o assistencialismo não os ajuda a caminharem com as próprias pernas. Eles precisam aprender a pescar o próprio peixe e precisam criar dentro de si a força e a determinação de crescerem e serem independentes.

Foi muito pouco o que fizemos, mas creio que tenhamos plantado algumas sementes e que ainda que nem todas germinem, algo de nós ficará gravado naquelas pessoas. Tenho certeza de que algumas irão se esforçar para fazer florescer e frutificar estas pequeninas sementes que lançamos em nossa passagem.

Pra nós a experiência fica e irá nos acompanhar sempre em nossa vida.. Não dá pra esquecer tudo o que vimos, vivemos e aprendemos ao longo desta nossa curta estada nestes assentamentos.

Espero poder voltar a fazer parte deste grupo e viver experiências tão gratificantes e edificantes como esta.

Um beijo a todos e meu muito obrigada.

Dinorá Lanes de Oliveira, Aluna de Enfermagem da UCB

10/02/2011 at 15:13 Deixe o seu comentário

O conhecimento que engrandece

Enviado por *Jéssica Antunes

Quanta coisa positiva pude trazer para minha vida após a participação do Senar Rondon. Como leiga no assunto, mal sabia sobre assentamentos, reforma agrária, produtor rural… A cada dia pude aprender cada vez mais sobre diversos assuntos que antes pouco me importavam.

Pude perceber nos olhos dos produtores rurais a dedicação e força de vontade de produzir. Aprendi com o Sr. Levi – produtor rural em Luis Eduardo Magalhães – BA- que é preciso batalhar, suar a camisa e acreditar que pode dar certo. Lembro de uma frase que emocionado Sr. Levi nos falou :

 

 

” Plantando aqui, tudo dá.”

 

 

 

 

 

 

No assentamento Canadá em Formosa do Rio Preto – BA,  tive outra lição de vida… Encontramos pessoas dispostas a receber nossas orientações, pessoas que acreditam na mudança, que trabalham e se dedicam em produzir… pessoas que tem orgulho de suas plantações e que suam a camisa para obter conquistas.
Na minha área de atuação, a Enfermagem, pude perceber aceitação por parte do nosso público-alvo. A cada dia o trabalho se tornou mais agradável, gratificante. Todos os dias de trabalho e dedicação a estas pessoas foi de grande valor para minha vida acadêmica e minha vida pessoal. Voltei ao Rio diferente, mais humana, mais apta a ajudar ao próximo.

Participar deste belo projeto de iniciativa da Senadora Kátia Abreu, só me fez crescer como pessoa, só me fez bem.

Agradeço a CNA/ SENAR, a UCB a qual represento, aos meus companheiros de trabalho, a equipe de Enfermagem, ao nosso coordenador André Sanches e as monitoras Cátia e Bruna. A todos vocês o meu muito obrigada.

*Jéssica Antunes, aluna de  Enfermagem da UCB

 

10/02/2011 at 14:22 Deixe o seu comentário

Para refletir

Enviado por *Dinora Lane de Oliveira

Finalizando a nossa estada  em Luiz Eduardo Magalhães, tivemos a oportunidade de conhecer duas propriedades rurais, onde o trabalho árduo e a perseverança aliados à vocação agrícola produziram frutos invejáveis.

Aos olhos dos leigos como nós, tudo parece muito fácil, mas pudemos através dos relatos dos proprietários -  relatos cheios de emoção e amor pelo que fazem – perceber o quão é dificil produzir alimentos….mas também a grande lição que nos ficou foi a de que com vontade e esforço verdadeiros tudo é possível.


Nos causou grande espanto saber que um assentado recebe mais de 30 hectares de terras, e constatar durante nossas visitas  que a grande maioria nada produz nestas áreas sob a alegação de que o solo é ruim para a atividade agrícola e que falta ajuda do governo. Por outro lado encontramos na propriedade do Sr. Levi (creio que este seja o nome), com uma extensão de terras de 20 hectares (trabalhados segundo ele com as próprias mãos no início) toda sorte de hortaliças, lago de criação de peixes, porcos…..um mundo de produtividade.

São dois Brasis dentro de um mesmo Brasil e não conseguimos entender como isto é possível. Quais os critérios para assentar famílias, para aceitá-las no programa de reforma agrária e classificá-las como agricultores sem terra. Sem terra somos todos nós e nem por isto toda a população se candidata a receber um pedaço de terra e se intitula agricultor. É necessário vocação e experiência anterior. Arar a terra, plantar e fazê-la produzir é algo que requer muito trabalho e muita disposição e vontade. Ela não produz por si só.

Além disto, nada deve vir de graça. Os agricultores bem sucedidos que conhecemos nestas visitas pagaram por suas terrar e talvez por isto se empenharam em dar seu melhor para fazê-las procuzir.

O  Brasil e o mundo precisam de alimentos. Há  uma demanda crescente por terras, em nome da reforma agrária. Mantê-las-as improdutivas, inoperantes é  um verdadeiro crime, quando há mãos habeis e sedentas por fazê-las prouzir.

A grande lição que tiramos disto tudo é que podemos realizar grandes sonhos se estivermos dispostos a arregaçar nossas mangas e trabalhar para edificá-los e mantê-los. Nada cai do céu, além da chuva para regar o solo. No mais, é preciso trabalho e saber ter paciência porque os frutos não vêm de imediato.

Não entendo muito de reforma agrária, de assentamentos….aliás, acho que com a grande experiência de vida que obtive nesta edição do Senar-Rondon hoje posso dizer que sei muito mais. Muito mais do que a mídia nos prega. Sei o que pude ver e vivenciar nestes dias. Assentamentos que precisam de água para produzir, trabalhadores que precisam de orientação técnica para trabalhar suas terras, verba para insumos, mas que precisam tambem de vocação, determinação e vontade para fazer a terra produzir.

Enfim, é preciso acreditar e trabalhar muito.
Esta é a grande lição que fica.

Abraço a todos.

*Dinora Lane de Oliveira é aluna de enfermagem da UCB

09/02/2011 at 13:26 1 comentário

“Deixamos uma gota e levamos daqui um oceano”

Enviado por *Profª. Alcimar Villar e Equipe da Pedagogia,

Parece nostalgia, talvez seja, mas o fato é que o trabalho que TODOS nós do ônibus 1, do Senar Rondon, realizamos no Assentamento Canadá foi gratificante!

A Comunidade do Assentamento Canadá nos deu MUITO!!!!

A Equipe do Profº. Fábio, de Educação Física, foi muito feliz ao registrar no cartaz que deixamos na escola

“Deixamos uma gota e levamos daqui um oceano”!

O almoço que a comunidade nos ofereceu, com direito a oração em uma GRANDE roda- de mãos dadas- e as trabalhadoras rurais cantando em agradecimento a nossa passagem, foi EMOCIONANTE!!!!!

Todos guardaremos Formosa do Rio Preto e o Assentamento Canadá em nossas emoções!

Após percorremos dois Assentamentos,  Canadá e Rio de Ondas, e as visitas as propriedades rurais em Luís Eduardo Magalhães, consolido a certeza de que o trabalho árduo enobrece e ruma a vitória!

Nos Assentamentos, conheci famílias que por anos aguardam que alguém, poder público e/ou privado,  faça por elas o que elas próprias com raça e determinação deveriam realizar!  Em contrapartida a esta realidade, as visitas que fizemos nas propriedades rurais nos ofereceu uma aula de cidadania, determinação e sucesso com, obviamente, MUITO trabalho,  sem serem tutelados por quem quer que seja.

Profª. Alcimar Villar e Equipe da Pedagogia, ônibus 1/UCB

07/02/2011 at 15:05 Deixe o seu comentário

Visita a uma propriedade

Enviado por *Bruna Santos e Tiago José Malacarne

Hoje foi um dia muito interessante. Não fomos ao assentamento, mas sim em propriedades rurais que contrastam muito com a realidade vista nos assentamentos.  Os produtores tiveram o mesmo início que os assentados, vieram para o Oeste Baiano e mesmo sem condições financeiras se tornaram referência na produção agrícola de Luis Eduardo Magalhães.

Podemos observar numa das  propriedades uma gama de opções de olerícolas. São 20 ha de culturas diferenciadas, como alface, tomate e pimentão.
*Bruna Santos, monitora do Ônibus 1
Tiago José Malacarne estudante de Agronomia do IFMT – Campus São Vicente

 

05/02/2011 at 10:51 Deixe o seu comentário

Muita informação e teatro na praça

Enviado por *Meiriane Fiuza e Vanessa Assis

O dia de ontem no assentamento Baronesa, próximo ao município de Abreulândia, foi movimentado. Os líderes do assentamento e as autoridades mobilizaram a comunidade para participar de ações entre todas as áreas.

O grupo da Enfermagem fez uma oficina com diversos temas: sexualidade, hipertensão, diabetes, câncer de colo de útero e outros temas voltados para saúde e qualidade de vida.

 

 

A equipe de Pedagogia conversou com crianças e adolescentes da comunidade. Ao mesmo tempo, a equipe de zootecnia e agronomia começaram as orientações para o preparo da horta.Os alunos de serviço social e direito realizaram uma palestra sobre Direito e Cidadania. E o grupo de enfermagem ficou por conta das visitas aos moradores que não puderam comparecer ao grande evento que realizamos na comunidade. 

Para fechar o dia, os alunos de todas as equipes apresentaram um teatro improvisado. O sucesso foi tanto que estamos pensando em repetir na praça.

*Meiriane Fiuza e Vanessa Assis são Monitoras do SENAR RONDON 2011

26/01/2011 at 15:14 Deixe o seu comentário

Primeiro as crianças

Da Equipe do Blog

Os estudantes, professores e coordenadores do Senar Rondon enfrentaram mais de três horas de estrada de chão para chegar ao assentamento  “Marcos Correa Lins”, em São Domingos, Goiás. Valeu a pena. Foram muito bem recebidos  por mais de 100 adultos e 60 crianças. Todos  deram as mãos, numa grande roda, e rezaram.

Leia a matéria completa no Canal do Produtor: http://www.canaldoprodutor.com.br/comunicacao/noticias/primeiro-criancas

25/01/2011 at 16:15 Deixe o seu comentário


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